XVII Encontro nacional de Gestalt Terapia e XIV Congresso Brasileiro da Abordagem Gestáltica

 

Em Outubro de 2020, acontecerá em Pirenópolis o XVII Encontro nacional de Gestalt Terapia e
XIV Congresso Brasileiro da Abordagem Gestáltica, com os temas:
Ambientalidade, Co-existência e Sustentabilidade: Uma Gestalt em movimento.

Data do evento:
22, 23 E 24 DE OUTUBRO DE 2020

Local:
PIRENÓPOLIS (GO)

Apoio:
Instituto de Gestalt-Terapia de Brasília – IGTB

(61) 3033-7094 | 99967-7569 | 99963-5165
igtbjorgeponciano@gmail.com

Aguarde mais novidades em breve aqui no nosso site e em nossas redes sociais.

#igtb, #gestalt, #gestaltterapiabrasilia, #gestaltterapia, #psicologia, #vemproigtb, #congressogestalt2020, #gestalt2020

Artigo Ambientalidade por: Dr. Jorge Ponciano Ribeiro Tema do CongressoVade-mecum dos Conceitos do Encontro Nacional de Gestalt-terapia
Á toda Comunidade Gestáltica.
Em primeira mão, passo á toda nossa Comunidade Gestáltica um texto expressamente preparado para nosso Encontro Nacional de Gestalt-terapia. Peço a gentileza de fazer circulá-lo pelo Brasil, pelo mundo afora.
Grato
Jorge Ponciano Ribeiro.

Link: Artigo Ambientalidade

XVII Encontro Nacional de Gestalt-terapia.
XIV Congresso Brasileiro da Abordagem  Gestáltica.
22/23/24 de Outubro 2020.
Organização: Brasília, DF. Local: Pirenópolis/GO.

 

Tema do Congresso: Ambientalidade, Co-existência e Sustentabilidade.

Este tema é uma proposta para se refletir profundamente sobre nossa relação de campo ambiente-organismo e de como esta relação convive com a complexa questão da sustentabilidade. “Ambientalidade”, embora derive da palavra “ambiente”, transcende o sentido comum da palavra ambiente. A pessoa humana tem sido definida de maneira incompleta como animal-racional. Falta-lhe sua terceira dimensão ontológica: ambiental, que gera o existencial ambientalidade. Assim, ambiental-animal-racional é nossa primeira e original definição e, consequentemente, ambientalidade-animalidade-racionalidade co-existem como dimensões metafísicas da essência humana, constituindo-se em um campo de presença ambiente/organismo. Pensar um sem o outro é mera abstração. Ambientalidade, portanto, aponta diretamente para a questão da sustentabilidade ambiental e ecológica, como uma proposta de constituir um amanhã humano e planetário. Temos vivido uma fragmentação, um dualismo nós e o planeta. Ambientalidade nos diz que, como tudo no planeta, nós humanos somos ar, terra, água e fogo, os mesmos elementos de que o universo é feito. Esta é a conexão, uma co-existência humana e não humana, que permitirá à nossa sustentabilidade humana provocar nossa sustentabilidade planetária a se juntarem na construção de um novo mundo. Co-existência é viver em espírito de Totalidade, é colocar em prática a consciência de que tudo está ligado a tudo, que estamos em estado de mudança permanente e que, não obstante, tudo é UM. Esta é a co-existência, único caminho possível para a manutenção de uma sustentabilidade humana e ecológica. Isto significa que não existem mundo e eu, natureza e eu, mas antes, que somos uma totalidade única, viva, em processo e que estamos sempre à cata do sentido das coisas, que nos provocam, que nos chamam e às quais precisamos responder. Este tema tem tudo a ver com a psicologia, nas suas diversas modalidades/especializações, com as ciências da terra, com as ciências humanas e, por isso biólogos, agrônomos, paisagistas, filósofos têm tudo a ver com esse Congresso. A pessoa humana está se perdendo de si mesma, o planeta está numa UTI a suplicar ajuda, e um não sobreviverá sem o outro. Pensar a pessoa separada do planeta ou querer salvar um, deixando o outro entregue a si mesmo é, no mínimo, uma abstração, para não dizer perda de tempo, de energia, de realidade. Somos um imenso campo, uma Gestalt viva, uma configuração à busca de unidade, somos movidos pelo instinto cósmico da auto-eco-regulação-organísmica, e só um profundo senso de co-existência do humano e do não-humano nos permitirá olhar o amanhã com  esperança, de tal modo que nossos filhos e netos vão continuar vendo, ouvindo, tocando, cheirando, saboreando a vida com prazer e  não com um lamento nascido de nossa irresponsável fragmentação. Ambientalidade e sustentabilidade co-existem como um apelo à nossa unidade humana e planetária.

 

Jorge Ponciano Ribeiro
Presidente do Congresso Nacional de Gestalt-terapia.

 

Vade-mecum’’ dos Conceitos do Encontro Nacional de Gestalt-terapia
Organização: Brasília, DF. Local: Pirenópolis/GO.
Brasília/Pirenópolis/2020

 

 “Ambientalidade”, embora derive da palavra “ambiente”, transcende o sentido comum da palavra ambiente.

–  A pessoa humana tem sido definida de maneira incompleta como animal-racional. Falta-lhe sua terceira dimensão ontológica: ambiental, que gera o existencial ambientalidade.

 – Assim ambientalidade-animalidade-racionalidade, co-existem como dimensões metafísicas da essência humana,  constituindo-se em um campo de  presença ambiente/organismo. Pensar um sem o outro é mera abstração.

   Do conceito ambientalidade deriva a palavra ambientabilidade, para expressar que a pessoa humana tem ínsita à sua natureza a vocação de cuidador do planeta, condição sine qua non de uma verdadeira sustentabilidade.

  Co-existência liga dois conceitos diferentes: ambientalidade, essência humana, e sustentabilidade, esperança de um planeta saudável, amanhã.

   Sustentabilidade ambiental e ecológica. É processo de cuidar dos recursos naturais,  antecipando-se as necessidades futuras, de modo que a vida possa se manifestar no fluxo de uma consciência ética e amorosa, para que o planeta possa de tornar auto-sustentável, baseando-se no fato de que, por natureza e por essência, somos mundo, somos com e através do outro.

–   Co-existência é viver em espírito de Totalidade, é colocar em prática a consciência de que tudo está ligado a tudo, que estamos em estado de mudança permanente e que, não obstante, tudo é UM. Esta é a co-existência, único caminho possível para a manutenção de uma sustentabilidade humana e ecológica.

–  A relação  campo ambiente/organismo retrata imediatamente  a grande originalidade do tema do congresso: explicitar de maneira clara, como uma proposta ligada à Ecologia Profunda, a necessidade de entender, de sentir, de experienciar ambientalidade-animalidade-racionalidade como, de fato, é a essência humana e que esta visão fenomenológica-existencial tudo a ver com  a Psicologia da Gestalt, com a Teoria Holística, com a Teoria do Campo, nossas teorias de base.

   A Gestalt-terapia e a Abordagem Gestáltica com este tema do Congresso sai  à frente de todo um apelo a um processo novo de humanização ao afirmar que Ambientalidade é uma dimensão que, juntamente com animalidade e racionalidade, constituem a essência humana, verdade sabida, porém esquecida e ignorada.

 

Jorge Ponciano Ribeiro
Presidente do Congresso Nacional de Gestalt-terapia.